O que fazer em São José do Rio Preto: Museu de Arte Primitivista, Parque da Represa e o distrito dos doces artesanais

Telas coloridas de arte primitivista penduradas na parede do Museu de Arte Primitivista, em São José do Rio Preto
Telas coloridas no Museu de Arte Primitivista. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Quem pensa em São José do Rio Preto costuma lembrar de uma cidade grande do noroeste paulista, de comércio. O que fazer em São José do Rio Preto é descobrir o outro lado: um museu de pinturas coloridas, um parque com lago no meio da cidade, vitrais que enchem uma catedral de cor e, a poucos quilômetros do centro, um distrito inteiro conhecido pelos doces feitos em tacho.

A cidade fica a cerca de 450 km da capital e funciona como polo de toda a região. Dá para fazer o essencial em um dia, e ainda sobra tempo para um doce de sobremesa.

O que fazer em São José do Rio Preto começa no Museu de Arte Primitivista

O Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva guarda pinturas e textos do artista que deu nome ao museu, um dos pintores primitivistas mais conhecidos do Brasil, com reconhecimento fora do país. As telas são cheias de cor e mostram cenas do campo e da cidade, com casinhas, árvores, gente e bichos desenhados um a um.

É um passeio curto, bom para quem gosta de arte, e a entrada costuma ser gratuita. Confirme o horário antes de ir.

Parque da Represa Municipal, o cartão-postal da cidade

O Parque da Represa é o ponto mais fotografado de Rio Preto. O complexo reúne três lagos, pista de caminhada, corrida e ciclovia, aparelhos de ginástica e espaço para piquenique. A entrada é gratuita.

Passarelas de grade vermelha sobre o lago do Parque da Represa Municipal, com patos na água
As passarelas sobre o lago do Parque da Represa Municipal. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

As passarelas vermelhas sobre o lago e a vegetação em volta fazem do lugar um dos mais agradáveis para o fim de tarde. Quem gosta de bicho ainda pode visitar o Bosque Municipal, que tem zoológico e áreas de lazer. Para as crianças, a Cidade da Criança reúne 230 brinquedos espalhados por seis alqueires de vegetação, e o Parque Ecológico Danilo Santos Miranda oferece árvores preservadas e estrutura de lazer.

Palácio das Águas e a Sé Catedral no centro

No centro, o Palácio das Águas é um prédio dos anos 1950 de estilo rebuscado, com pilares, três sereias e um chafariz de água turquesa cercado de palmeiras. É o tipo de parada rápida que vale uma foto no caminho.

Chafariz de água turquesa entre palmeiras no Palácio das Águas, com prédios ao fundo
O chafariz do Palácio das Águas, no centro da cidade. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

No centro fica também a Sé Catedral de São José, que deu origem à cidade, com obras iniciadas em 1852. Depois de reformada, ganhou um interior impressionante: paredes de vitrais coloridos que se abrem sobre a nave e jogam luz no piso. A nave tem capacidade para até 3 mil pessoas, e a capela e o ossuário fazem parte da visita.

Interior da Sé Catedral de São José, em São José do Rio Preto, com paredes de vitrais coloridos e tapete vermelho no corredor central
Os vitrais da Sé Catedral de São José. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada

Se você gosta de cidades do interior com museus e parques, vale conhecer também Olímpia, Bebedouro e Ibitinga, na mesma região do estado.

O que fazer em São José do Rio Preto além do centro: Engenheiro Schmitt

O distrito de Engenheiro Schmitt é conhecido como a capital dos doces artesanais. Três fábricas produzem mais de 60 tipos de doces, geleias e polpas, feitos em pequenas porções, em tachos e sem conservantes. A mais antiga é a Noêmia, de 1972, e os doces já são vendidos para outros estados.

Prato com doces artesanais em cubos de várias cores, feitos no distrito de Engenheiro Schmitt, em São José do Rio Preto
Doces artesanais de Engenheiro Schmitt. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Por isso, o programa é simples e delicioso: chegar, provar, escolher e levar uma caixa para casa. Na foto dá para ver o tamanho da tentação: cubos de doces de várias cores e sabores empilhados num só prato.

Estação de Engenheiro Schmitt e o Trem Caipira

O distrito nasceu em torno da estação ferroviária, inaugurada em 1912, com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquara. O nome vem de um engenheiro alemão, Karl Schmitt, que traçou a linha entre Taquaritinga e Rio Preto. A estação serviu passageiros e cargas até 1986 e hoje é patrimônio histórico municipal.

Plataforma da antiga estação ferroviária de Engenheiro Schmitt, com a palavra bagagem na parede e os trilhos ao lado
A estação ferroviária de Engenheiro Schmitt, de 1912. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Quem gosta de trem tem uma boa notícia: o Trem Caipira costuma sair da estação central da cidade até Engenheiro Schmitt num domingo por mês, num passeio de cerca de 10 km e uns 30 minutos, com parada de mais ou menos duas horas no distrito. Antes de ir, confirme com a prefeitura se o passeio está operando e qual é a data.

Para conhecer outros trens turísticos do estado, veja a lista de passeios de trem em SP.

Complexo Swift, os antigos armazéns que viraram cultura

Entre 1942 e 1970, o conjunto de prédios da Companhia Swift do Brasil armazenou e selecionou grãos de algodão, milho, amendoim e óleo. Hoje o Complexo Swift virou um espaço cultural, com teatro, e a arquitetura de tijolos com chaminé alta é um dos cenários mais fotogênicos da cidade. Para quem gosta de museu, o Centro Cultural Daud Jorge Simão reúne a Biblioteca Municipal, o Museu Dom João VI, a Pinacoteca e o Museu Claudio Malagoli no mesmo endereço.

Prédio de tijolos com chaminé alta do antigo Complexo Swift, em foto sépia
Os prédios de tijolos do Complexo Swift. Foto: Alf Ribeiro / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Como montar um dia no que fazer em São José do Rio Preto

De manhã, comece pelo Museu de Arte Primitivista e pelo centro, com o Palácio das Águas e a Catedral. No começo da tarde, vá até Engenheiro Schmitt para provar os doces e ver a estação. No fim do dia, termine no Parque da Represa, na hora em que a luz fica mais suave, e dê uma volta pelas passarelas antes de ir embora. Se sobrar tempo, passe pelo Complexo Swift ou pelo Centro Cultural.

São cerca de 450 km da capital, uma viagem de um dia inteiro, então o ideal é ficar pelo menos uma noite. Confirme horários e passeios antes de ir, principalmente o Trem Caipira.

Rio Preto tem fama de cidade grande, mas guarda cantos que cabem numa tarde tranquila: uma tela colorida, uma caixa de doces e um lago ao pôr do sol.

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Juliana R.

Juliana R. é formada em Turismo e trabalhou por mais de 15 anos com consultoria de viagens, montando roteiros nacionais e internacionais. No Sal Viral, escreve sobre passeios, cidades históricas, cachoeiras, fazendas e trens do interior de São Paulo, com informações conferidas antes de cada publicação.