Olímpia tem festival de folclore com 2 mil artistas e um dos parques aquáticos mais visitados do mundo

Vista aérea do Thermas dos Laranjais, em Olímpia, com piscinas azuis, escorregadores, piscina de ondas e palmeiras
Clube Thermas dos Laranjais, em Olímpia. Foto: Ken Chu / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Olímpia, no noroeste paulista, é a Capital Nacional do Folclore por lei federal e recebe todo ano um festival com grupos de todo o Brasil. A mesma cidade tem parques aquáticos de águas quentes, entre eles o Thermas dos Laranjais, apontado pela prefeitura como o parque aquático mais visitado das Américas. Em 2025, o festival reuniu cerca de 2 mil artistas de 20 estados.

Segundo o Censo de 2022, Olímpia tem 55.075 habitantes e fica a 506 metros de altitude. A cidade é Estância Turística desde 2014 e já foi apelidada de “Orlando brasileira”, pela concentração de parques.

O Festival do Folclore de Olímpia, com grupos de todo o país

O Festival Nacional do Folclore de Olímpia, o FEFOL, nasceu de um trabalho escolar. O professor José Sant’Anna começou a pesquisar o folclore brasileiro com os alunos em meados dos anos 1950, montou exposições nas escolas e levou tudo para as ruas da cidade em 1965, no primeiro festival, segundo o site oficial do evento. Hoje ele é realizado no Recinto do Folclore, espaço que a prefeitura descreve como único do gênero no país. A 61ª edição, em 2025, teve 61 grupos de 20 estados, cerca de 2 mil artistas e mais de 120 apresentações no palco principal, segundo a prefeitura.

Foram cerca de 160 mil pessoas ao longo de nove dias, e a noite de abertura reuniu perto de 30 mil. O Acre participou pela primeira vez na história do festival, e o estado homenageado foi o Maranhão.

 Grupo de dançarinos vestidos de cangaceiros apresentando o xaxado no Festival do Folclore de Olímpia, à noite
Dança do xaxado no Festival do Folclore de Olímpia, em 2018. Foto: Veveldepocinhos / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

O Festival do Folclore de Olímpia reuniu cerca de 2 mil artistas de 20 estados em 2025.

A 62ª edição aconteceu de 1º a 9 de agosto de 2026, com o Rio de Janeiro como estado homenageado. O título de Capital Nacional do Folclore foi dado pela Lei federal 13.566, de 2017. Para a edição de 2026, 39 grupos de 16 estados se inscreveram nos primeiros 15 dias, segundo a prefeitura, e o tema especial foi o Jubileu de Alecrim.

O festival não acontece só no palco. A programação inclui apresentações pela cidade, oficinas, debates e atividades nas escolas, e Olímpia mantém o ano todo 15 grupos folclóricos e 3 parafolclóricos, segundo o site oficial do festival.

Água quente do Aquífero Guarani

A virada turística de Olímpia começou com uma perfuração em busca de petróleo. No lugar do óleo, subiu água quente do Aquífero Guarani, aquecida naturalmente nas profundezas, segundo reportagens. As fontes divergem sobre o ano exato da descoberta.

Essa água passou a abastecer piscinas, e a cidade virou destino de parques aquáticos. Outra cidade paulista que nasceu de uma busca por petróleo, mas encontrou água sulfurosa, é Águas de São Pedro, uma das menores do Brasil em área, com três fontes de água mineral e um hotel de 1934.

Thermas dos Laranjais e os parques de águas quentes

O Thermas dos Laranjais abriu em 7 de novembro de 1987. A prefeitura o apresenta como o quarto parque aquático mais visitado do mundo e o primeiro das Américas, e um relatório internacional do setor de parques o colocou em segundo lugar no mundo em 2023, com cerca de 4,8 milhões de visitantes segundo a prefeitura.

O parque tem piscina de ondas, escorregadores, área infantil com baldes que viram água sobre as crianças e espaços de lazer entre palmeiras. A cidade também tem outros parques aquáticos, e um deles, segundo a prefeitura, está entre os cinco mais visitados da América Latina.

Área infantil de parque aquático com escorregadores coloridos, brinquedos e piscinas rasas entre palmeiras, no Thermas dos Laranjais
Área infantil do Thermas dos Laranjais, em Olímpia. Foto: Marco Aurélio Esparza / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 (recortada)

O Thermas dos Laranjais, em Olímpia, abriu em 7 de novembro de 1987.

O Museu de História e Folclore Maria Olímpia

O folclore também tem casa fixa. O Museu de História e Folclore Maria Olímpia guarda cerca de 3 mil peças e a prefeitura o descreve como um dos acervos mais completos do país no tema. Entre as peças há uma locomotiva Maria Fumaça, das décadas de 1940 e 1950. O museu tem a mesma origem do festival: nasceu das exposições escolares do professor José Sant’Anna e, no começo dos anos 1960, era itinerante, circulando por escolas e lojas da cidade.

Casa térrea vermelha com janelas brancas e jardim na frente, com placa do Museu de História e Folclore Maria Olímpia
O Museu de História e Folclore Maria Olímpia. Foto: Prefeitura de Olímpia / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

O museu ajuda a entender o festival: fantasias, instrumentos e objetos de manifestações populares de várias regiões do Brasil ficam expostos o ano todo, e não só em agosto.

Olímpia, de 1903, e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida

Olímpia foi fundada em 2 de março de 1903 e se emancipou em 7 de dezembro de 1917. Fica a cerca de 430 quilômetros da capital, segundo a prefeitura, e ocupa 803 quilômetros quadrados, com uma área urbana cercada de lavouras.

No centro fica o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, que os moradores chamavam de “igrejinha” pelo tamanho modesto. A construção começou em 1932, por iniciativa de Antonio Azevedo, que queria erguer uma igreja dedicada à santa. A primeira missa foi celebrada em 21 de dezembro de 1941, e a obra ficou pronta em 1950, segundo o site do santuário. A igreja foi erguida onde funcionava o antigo cemitério da cidade e, vista do alto, tem a forma de uma cruz.

Igreja de torres pontiagudas pintada de azul e amarelo, com escadaria e palmeiras, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Olímpia
Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Olímpia. Foto: Ken Chu / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Por dentro, o altar é de mármore e as paredes têm pinturas murais do artista olimpiense Dakinho, em sequência cronológica, segundo a prefeitura. Em 2021, a igreja foi elevada a santuário diocesano, a primeira de Olímpia, e a praça em frente ganhou Via Sacra, Sala dos Milagres e um monumento à santa.

A cidade virou Estância Turística em julho de 2014, e a combinação de festival e parques atrai visitantes o ano todo. Outra cidade do interior paulista com tradição de festa popular e danças típicas é Holambra, com o Natal holandês, e outro destino de águas é Águas de Lindóia, com balneário de 1959.

Olímpia é um lugar real, onde a água quente e o folclore dividem o calendário da cidade.

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