Quem chega a São Simão pela estrada vê a cruz muito antes de ver a cidade. Ela fica no alto do morro, tem 40 metros e domina o horizonte da pequena cidade do nordeste paulista. Saber o que fazer em São Simão SP é descobrir que, embaixo dessa cruz, existem uma praia de rio gratuita, um chalé alemão tombado, um teatro com ar de casa de ópera e uma locomotiva a vapor guardada com carinho.
A cidade fica a 282 km da capital, na região de Ribeirão Preto, e é Município de Interesse Turístico. Tem ritmo de interior de verdade e dá para conhecer o essencial em um dia.
O que fazer em São Simão SP começa no Morro do Cruzeiro
O Morro do Cruzeiro é o ponto de partida de quase todo roteiro. Uma estrada asfaltada leva até o alto, e no caminho aparece a Via Sacra, com as estações que lembram a paixão de Cristo. Lá em cima, a cruz de 40 metros e o mirante mostram os telhados da cidade e as serras ao redor.

À noite, a cruz é iluminada e vira referência para quem está longe. A subida também faz parte da vida religiosa local: a procissão da Semana Santa termina no morro, e no fim do ano a iluminação de Natal ganha destaque.
Para quem prefere ir a pé, existe a Trilha do Dioguinho, com cerca de 7 km. A subida é pela mata, com mirantes pelo caminho, e a descida é pelo asfalto. Leve água e calçado fechado.
Prainha do Tamanduá, a praia de rio de graça
Quando o calor aperta, o destino é a Prainha do Tamanduá. É uma praia de rio pública e gratuita, num terreno de 115 mil m², no km 5,5 da Rodovia Dr. Chaffy Jorge. Tem áreas para churrasco, espaço para tomar sol e água de rio para refrescar.

Leve cadeira, guarda-sol e comida para o dia. Quem quer mais conforto tem uma segunda opção bem perto, no km 6 da mesma rodovia: o Recanto Fortaleza, que é particular, cobra entrada e tem quiosques e mesas dentro da água.
Se você gosta de praia de água doce no interior, vale conhecer também a praia de Rifaina, no Lago de Jaguara.
Casa da Cultura Marcelo Grassmann, o chalé alemão
No centro, uma casa de madeira azul e amarela com telhado de duas águas parece ter saído de uma cidade alemã. É a Casa da Cultura Marcelo Grassmann, onde nasceu o gravador que virou um dos nomes mais respeitados da arte brasileira.

A casa foi transformada em museu em 1978 e é tombada pelo Condephaat. O acervo reúne obras do artista, conhecido pelas gravuras de seres fantásticos, e a visita ajuda a entender por que São Simão tem tanto orgulho dele. Pela cidade ainda estão de pé outras casas construídas por imigrantes alemães, que dão ao centro um jeito diferente do de outras cidades do interior.
Antes de ir, confirme o horário de visitação com a prefeitura.
Teatro Carlos Gomes, com jeito de casa de ópera
O Teatro Carlos Gomes surpreende quem espera só uma sala de cidade pequena. A plateia é cercada por camarotes laterais, o palco tem cortina vermelha e o conjunto lembra uma casa de ópera europeia, com influência alemã. Já recebeu companhias de ópera, e o nome faz homenagem ao compositor de “O Guarani”.

Se o portão estiver aberto, vale entrar só para olhar o interior. Para ver espetáculo, acompanhe a agenda cultural da prefeitura.
Quem gosta de teatro antigo no interior de SP também pode conhecer o Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, uma cidade vizinha na mesma região.
Igreja Matriz e o centro histórico para o que fazer em São Simão SP a pé
A Igreja Matriz São Simão Apóstolo fica na praça principal. Foi construída sobre uma antiga pedreira, concluída em 1891, e por dentro guarda pinturas de cenas da vida do santo e da Via Sacra. A escadaria da frente é um bom lugar para sentar e olhar o movimento.

Em volta da praça estão os casarões antigos, com fachadas coloridas e detalhes em branco. O de cores amarelas, com portas de madeira e frontão trabalhado, é um dos mais fotografados. A Fonte Luminosa, na Praça Central, ganha jogo de luzes à noite.
O centro é pequeno, então o melhor jeito de conhecer é a pé, sem pressa.
A Maria Fumaça e a memória ferroviária
Uma informação importante: em São Simão, a Maria Fumaça não faz passeio. A locomotiva a vapor está exposta, preservada pelos ferroviários da cidade, na Associação Esportiva Quirinense.

O distrito de Bento Quirino guarda a memória da antiga linha férrea que ligava São Paulo a Minas, no tempo do café com leite, e a antiga estação de tijolinhos ainda está lá. Para aprofundar a história, a cidade tem o Museu da Memória Ferroviária. É um programa curto, de olhar e de fotografar, mais do que de andar de trem.
O que fazer em São Simão SP além dos pontos famosos
Quem tem mais tempo encontra bons programas na natureza. O Horto Florestal de Bento Quirino tem a Trilha do Pequi, de apenas 1 km pelo Cerrado, com informações sobre o bioma, e uma trilha mais longa, de 6 km. O Parque Ecológico Mário Covas, no mesmo bairro, tem lagos, pista de caminhada, ciclovia e academia ao ar livre, ideal para as crianças correrem.
Para quem gosta de cachoeira e serra na região, dá para combinar a viagem com Altinópolis e Mococa, cidades do mesmo rumo.
Como montar um dia em São Simão
De manhã, comece pelo centro: Casa da Cultura, Teatro Carlos Gomes e Igreja Matriz, tudo a poucos passos. Depois do almoço, siga para a Prainha do Tamanduá e aproveite a água. No fim da tarde, suba o Morro do Cruzeiro para ver a cruz acender e a cidade ficar com a cor do pôr do sol.
São 282 km da capital. Dá para ir e voltar no mesmo dia, mas a cidade pede calma, e um fim de semana rende mais.
Entre a cruz no alto, a água clara do rio e as casas que lembram a Alemanha, São Simão é daquelas cidades que ficam na memória pelo conjunto, não por um único ponto.




