Festival da Alcachofra, Vinho & Mel 2026: datas, pratos e como aproveitar no feriado de Finados em São Roque

Ilustração de mesa rústica com alcachofra cozida, taça de vinho tinto, pote de mel e cesto de alcachofras, com barracas de festival e vinhedos ao fundo no pôr do sol
Ilustração gerada por inteligência artificial. Não é uma fotografia do evento.

Alcachofra inteira, cozida e servida com molho, e mais uma dezena de receitas com a flor verde-arroxeada que virou símbolo de São Roque. O Festival da Alcachofra, Vinho & Mel está em cartaz na Estrada do Vinho desde 9 de outubro e vai até 2 de novembro de 2026, com entrada gratuita e mais de dez pratos feitos com o ingrediente.

Os últimos dias do festival caem justo no feriado de Finados: sexta 30 e sábado 31 de outubro e domingo 1º e segunda 2 de novembro. É uma boa desculpa para subir a serra, provar alcachofra, levar vinho e mel direto do produtor e aproveitar o Roteiro do Vinho.

Datas e horários do Festival da Alcachofra 2026

O festival funciona das 10h às 19h na Estrada do Vinho, número 10.051, em São Roque. Até o fim, os dias de abertura são:

  • Sexta, 30 de outubro
  • Sábado, 31 de outubro
  • Domingo, 1º de novembro
  • Segunda, 2 de novembro (feriado de Finados)

A entrada é gratuita, e o evento tem cerca de 600 vagas de estacionamento. No primeiro fim de semana, passaram por lá mais de 5 mil pessoas, e a organização espera entre 20 mil e 30 mil visitantes no total. Por isso, quem puder chegar cedo, logo na abertura, aproveita com mais calma.

O que tem no festival

A estrela é a alcachofra, servida em mais de dez pratos diferentes, da versão clássica, cozida inteira para comer folha por folha, a receitas que usam o coração da flor. Há praça de alimentação coberta e ao ar livre, restaurante e o espaço da cervejaria Baden Baden.

Cerca de 40 expositores ocupam os estandes, com vinícolas da região, produtores de mel, produtores de alcachofra e artesãos. Dá para provar e comprar vinho, mel e a própria alcachofra fresca para levar para casa.

Para as famílias, o festival tem área infantil com brinquedos e monitores, e o espaço é pet friendly. Um palco recebe apresentações culturais ao longo dos dias.

Por que alcachofra em São Roque

A alcachofra chegou à região com imigrantes e, a partir dos anos 1950, começou a ser plantada comercialmente nos sítios de São Roque. Com o tempo, os produtores locais criaram uma variedade própria, a Roxa de São Roque, desenvolvida com um método curioso: as plantas eram cobertas com jornal para proteger a flor do sol forte.

Flor de alcachofra aberta, com pétalas roxas e brácteas avermelhadas, na Festa da Alcachofra de São Roque
A flor da alcachofra, que se abre quando a planta não é colhida. Foto: Fernando Druziani / Wikimedia Commons (Panoramio), CC BY-SA 3.0 (recortada)

A parte que se come é o botão da flor, colhido antes de abrir. Quando não é colhida, a alcachofra desabrocha numa flor roxa enorme, parecida com um cardo, que chama a atenção nas plantações.

Plantação de alcachofra com irrigação e uma carroça antiga de madeira em São Roque, cidade do Festival da Alcachofra
Plantação de alcachofra em São Roque. Foto: Rodrigo Tetsuo Argenton / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

Hoje a área plantada é pequena, de cerca de 40 hectares, nas mãos de poucos produtores associados, mas a região de São Roque segue entre as mais importantes do cultivo no país. A tradição é tão forte que a cidade já teve uma Festa da Alcachofra que chegou à 21ª edição e atraía dezenas de milhares de visitantes.

Como comer alcachofra

Quem nunca comeu alcachofra inteira pode estranhar no começo, mas é simples. Arranque uma folha de cada vez, passe a base no molho e raspe a parte macia com os dentes, deixando o resto da folha no prato. No centro fica o coração, a parte mais macia e saborosa, que se come inteira depois de retirar os pelinhos.

No festival, também dá para provar a alcachofra em preparos mais fáceis, já limpa e misturada a outras receitas. É um bom jeito de experimentar antes de levar uma flor fresca para cozinhar em casa.

Vinho, mel e o Roteiro do Vinho

O festival fica na própria Estrada do Vinho, que faz parte do Roteiro do Vinho, um percurso de cerca de 10 km com vinícolas, adegas e restaurantes. São Roque tem tradição antiga com a bebida: foi ali que aconteceu, em 1942, a primeira Festa do Vinho do Brasil.

Parreiral com cachos de uva verde pendurados em latada sobre estacas de madeira, no Roteiro do Vinho de São Roque, onde acontece o Festival da Alcachofra
Parreiral no Roteiro do Vinho, em São Roque. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Depois do festival, vale seguir pelo roteiro para conhecer as vinícolas, fazer degustações e almoçar com calma. Leia mais sobre o Roteiro do Vinho de São Roque, com a casa bandeirista de 1681 e o Morro do Saboó.

Dicas para aproveitar o Festival da Alcachofra

Chegue logo na abertura, às 10h, para pegar vaga perto da entrada e comer sem fila. Leve uma sacola térmica ou uma caixa no carro: a alcachofra fresca, o mel e as garrafas de vinho voltam melhor protegidos. Se for provar os vinhos das vinícolas, combine quem vai dirigir na volta.

Use roupa leve, mas leve um agasalho, porque o fim da tarde esfria na região das vinícolas. Quem vai com cachorro pode entrar, já que o espaço é pet friendly, mas mantenha o animal na guia e leve água. E, para as crianças, a área infantil com monitores ajuda os adultos a almoçar com calma.

Como chegar ao Festival da Alcachofra

São Roque fica a cerca de 65 km da capital, pela Rodovia Castello Branco ou pela Raposo Tavares. O festival é na Estrada do Vinho, 10.051, no meio do roteiro das vinícolas. Nos dias de feriado, a estrada costuma ficar movimentada à tarde, então sair cedo de São Paulo ajuda.

Como aproveitar o feriado de Finados em São Roque

Num roteiro de dois dias, reserve o primeiro para o Festival da Alcachofra e as vinícolas da Estrada do Vinho. No segundo, conheça o centro, fundado em 1657, e a Igreja Matriz, construída entre 1934 e 1941, com teto e paredes pintados, vitrais coloridos e lustres. Depois, suba a um dos mirantes da cidade para ver a serra.

Interior da Igreja Matriz de São Roque, com teto e paredes pintados, arcos, vitrais coloridos, lustres e bancos de madeira
Interior da Igreja Matriz de São Roque. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Quem quiser esticar pode passar pela vizinha Ibiúna, com a represa e as hortas.

Se ainda estiver escolhendo o destino do feriado, veja também a nossa lista de cidades do interior de SP para o feriado de Finados.

A alcachofra pede tempo, folha por folha, e o festival também: um almoço sem pressa, uma taça de vinho e um pote de mel para levar para casa.

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Juliana R.

Juliana R. é formada em Turismo e trabalhou por mais de 15 anos com consultoria de viagens, montando roteiros nacionais e internacionais. No Sal Viral, escreve sobre passeios, cidades históricas, cachoeiras, fazendas e trens do interior de São Paulo, com informações conferidas antes de cada publicação.