A cidade de SP com o pôr do sol eleito o mais bonito do país fica na beira do Rio Paraná e tem praia de rio

Pôr do sol dourado sobre o Rio Paraná em Presidente Epitácio, com a silhueta de uma pessoa remando de stand-up
O pôr do sol visto do Píer Turístico. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

No fim da tarde, a orla de Presidente Epitácio se enche de gente esperando o mesmo momento: o sol descer sobre o Rio Paraná, pintar o céu de laranja e rosa e desaparecer atrás da ponte que leva ao Mato Grosso do Sul. Em 2024, o Fantástico elegeu esse espetáculo como o pôr do sol mais bonito do Brasil.

A cidade fica no extremo oeste paulista, a cerca de 645 km da capital, e é conhecida como Joia Ribeirinha. Além do pôr do sol, tem uma orla de 7 km, praia de água doce, passeios de escuna pelas ilhas do rio, pesca esportiva e uma colônia fundada por imigrantes húngaros.

A orla de 7 km de Presidente Epitácio

A vida da cidade gira em torno da orla fluvial, que acompanha o Rio Paraná por cerca de 7 km. Há pista de caminhada e de corrida, ciclovia, pista de skate, quadra de street ball, academia ao ar livre, bares e um anfiteatro para 280 pessoas.

Ciclista pedalando na pista da orla fluvial de Presidente Epitácio ao entardecer, com palmeiras e o rio ao fundo
A orla fluvial no fim da tarde. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

É ali que acontecem as principais festas da região, como a virada do ano, e é ali também que os moradores se encontram no fim da tarde para caminhar, pedalar e ver o sol se pôr.

O píer e o pôr do sol

O Píer Turístico é o ponto preferido para assistir ao pôr do sol. Sobre a água, ele recebe ciclistas, corredores, fotógrafos e casais, que deixam ali o “cadeado do amor”. O ancoradouro também é usado para pesca, de dia e à noite.

Em agosto, o píer é palco da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, uma tradição que acontece desde 1948. Fiéis chegam de barco, vindos do Mato Grosso do Sul, trazendo a imagem da padroeira pelo rio.

Praia de água doce no Figueiral

A cerca de 5 km do centro, o Balneário Municipal O Figueiral tem cerca de 58 mil metros quadrados às margens do rio, com praia artificial de água doce, área de pesca, lanchonetes, restaurante panorâmico e mirantes.

Praia de areia com quiosques de telhado de barro na beira do Rio Paraná, no Balneário O Figueiral
A praia de água doce do Balneário O Figueiral. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Tem também quadra poliesportiva e campo de areia, e é o programa das famílias nos dias de calor. Para quem mora longe do litoral, é a praia mais perto de casa.

Passeio de escuna pelas ilhas de Presidente Epitácio

O Rio Paraná, muito largo nesse trecho, tem ilhas que podem ser visitadas de barco. A escuna da cidade leva até 32 pessoas e faz vários roteiros pelo rio. O mais procurado é o passeio em volta das ilhas, com parada para banho de água doce em frente a uma delas.

Escuna de madeira com mastros atracada num deque na margem do Rio Paraná, em Presidente Epitácio

Também dá para alugar caiaque, fazer passeios de barco e praticar pesca esportiva, um dos fortes da região, que recebe torneios todos os anos. Os pratos de peixe de rio aparecem nos cardápios dos restaurantes da orla.

A ponte para o Mato Grosso do Sul

A Ponte Hélio Serejo, inaugurada em 1964, liga São Paulo ao Mato Grosso do Sul e é a moldura do famoso pôr do sol. A obra formou um grande lago e abriu caminho para o canal de navegação do rio.

Ponte Hélio Serejo atravessando o Rio Paraná, com reflexo de luz na água
A Ponte Hélio Serejo, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Vista da orla ou do píer no fim da tarde, com o sol se escondendo atrás dela, a ponte é uma das imagens mais fotografadas da cidade.

A colônia húngara de Árpádfalva

Uma surpresa de Presidente Epitácio é a Colônia Árpádfalva, fundada em 1920 por famílias húngaras, tchecas e iugoslavas. A capela de Santo Estevão, construída em 1934, homenageia o rei Estêvão I da Hungria.

Capela branca e azul de Santo Estevão, com cruzeiro ao lado, na Colônia Árpádfalva
A capela de Santo Estevão, na Colônia Árpádfalva. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Nos eventos da colônia, ainda é possível encontrar descendentes que falam húngaro e conhecer costumes trazidos da Europa Central.

Natureza e história no Córrego do Veado

A Reserva Florestal Córrego do Veado ocupa cerca de 10 milhões de metros quadrados, com Mata Atlântica, várzeas e cerrado. Ali foi encontrado um sítio arqueológico com mais de 2 mil anos, dos indígenas Caiuá, e hoje funciona um centro de educação ambiental com memorial dos povos Tupi-Guarani.

Artesanato e a foz do Santo Anastácio

No centro, a Casa do Artesão reúne o trabalho da associação de artesãos da cidade, com peças variadas e lembranças para levar para casa. Na Praça da Matriz, marco zero de Presidente Epitácio, uma fonte luminosa musical anima as noites.

Fonte luminosa com jatos azuis iluminados à noite na Praça da Matriz de Presidente Epitácio, com a igreja ao fundo
A fonte luminosa da Praça da Matriz, marco zero da cidade. Foto: Aniello de Vita / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Para quem gosta de paisagem, outro ponto é a foz do Rio Santo Anastácio, onde ele encontra o Paraná, com vegetação nas margens e boa área para pesca e fotos.

Quando ir a Presidente Epitácio

O pôr do sol acontece o ano todo, mas os dias secos, de maio a setembro, costumam ter o céu mais limpo e cores mais fortes no fim da tarde. No verão, o calor do oeste paulista leva as famílias para a praia do Figueiral e para os passeios de barco. E, em agosto, a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes enche o píer de barcos e fiéis.

Como chegar a Presidente Epitácio

De São Paulo, o caminho é pela Rodovia Castello Branco e pelas rodovias que seguem para o oeste do estado, como a Raposo Tavares, num total de cerca de 645 km, ou umas oito horas de carro. Por causa da distância, o ideal é ficar pelo menos um fim de semana prolongado. Na mesma região, vale conhecer o Morro do Diabo, o parque do mico-leão-preto.

Roteiro de um fim de semana em Presidente Epitácio

No primeiro dia, aproveite a praia do Figueiral e, no fim da tarde, vá para o píer ver o pôr do sol. No segundo, faça o passeio de escuna pelas ilhas, almoce peixe na orla e visite a Colônia Árpádfalva à tarde.

Em Presidente Epitácio, o dia termina sempre do mesmo jeito: com a cidade inteira olhando para o rio, esperando o sol se pôr atrás da ponte.

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Juliana R.

Juliana R. é formada em Turismo e trabalhou por mais de 15 anos com consultoria de viagens, montando roteiros nacionais e internacionais. No Sal Viral, escreve sobre passeios, cidades históricas, cachoeiras, fazendas e trens do interior de São Paulo, com informações conferidas antes de cada publicação.