Serra Negra tem réplica da Fontana di Trevi, Cristo Redentor de 1952 e mirante de parapente

Vista ilustrada de Serra Negra com a cidade entre montanhas verdes, uma igreja ao centro e um chafariz em primeiro plano
Ilustração gerada por inteligência artificial, inspirada em vistas de Serra Negra. Referência visual: fotos de Mark Hillary (CC BY 2.0). Não é uma fotografia.

Serra Negra, no interior paulista, fica a 927 metros de altitude e tem quase 30 mil habitantes. A cidade reúne uma réplica da Fontana di Trevi, um Cristo Redentor inaugurado em 1952, um mirante que serve de base para o parapente e fontes públicas de água mineral. Ela completou 198 anos em 23 de setembro.

Duas atrações ficam nas partes altas: o Alto da Serra e o Cristo Redentor, ambos mirantes. No Centro ficam a Trevi e as fontes de água mineral. A Matriz, uma estátua de Ronald Golias e a Cachoeira do Barrocão completam a lista.

Alto da Serra, o mirante onde o parapente decola

O Alto da Serra é um mirante público municipal, com vista para dez cidades. Também é a base de parapente e asa-delta, modalidades de voo livre, que dependem do vento e não usam motor. Quem opera ali é o Clube de Voo Livre Alto da Serra, fundado em 14 de julho de 2013.

O espaço passou por revitalização, com novos mirantes e estrutura de apoio ao visitante, e hoje mirantes e base de voo dividem o mesmo lugar, com estrutura de apoio ao visitante, como banheiros, praça de alimentação e loja de lembranças, segundo o Guia 4 Ventos. A rampa de decolagem é natural, coberta de grama, com cerca de 100 metros de comprimento, e o desnível até a área de pouso é de 195 metros, segundo o guia de voo livre da região.

Parapente em silhueta contra o pôr do sol, sobre as serras de Serra Negra
Parapente no Alto da Serra, em Serra Negra. Foto: Sylvia D’Almeida / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

O Alto da Serra fica a 1.310 metros de altitude, mais alto que o Cristo Redentor da cidade.

Cristo Redentor, o monumento pago pelos hóspedes

O Cristo Redentor de Serra Negra é um mirante com estátua de 12 metros, no Pico do Fonseca, a 1.080 metros de altitude. Foi inaugurado em 6 de julho de 1952. Quem sobe até o monumento avista mais de dez cidades, e o acesso pode ser feito de carro ou pelo teleférico da cidade.

A ideia nasceu no Serra Negra Moto Clube, por iniciativa do presidente Joaquim da Silva Lima, e a prefeitura não tinha dinheiro para a obra. Segundo a história municipal, ela foi autorizada por lei em 30 de junho de 1950, e quem pagou foi o visitante: uma taxa de turismo e hospedagem, cobrada dos hóspedes, financiou o monumento. O projeto previa uma estátua de 5 metros, ampliada depois para 12, a pedido de Oswaldo Saragiotto, um dos líderes municipais da época. O contrato da obra foi assinado em 15 de julho de 1950 com o construtor Otaviano Papais, de Campinas, e o prefeito era José Pedro Salomão. Nos últimos anos o mirante ganhou elevador e rampa de acessibilidade, segundo a imprensa local.

Estátua branca do Cristo Redentor de braços abertos, vista de cima, entre a vegetação do mirante
Estátua do Cristo Redentor de Serra Negra, vista de drone. Foto: Mark Hillary / Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (recortada)

A ideia do Cristo Redentor de Serra Negra nasceu num moto clube, e a obra foi paga por uma taxa cobrada dos hóspedes.

Fontana di Trevi, a réplica que homenageia os imigrantes italianos

A réplica da Fontana di Trevi fica no Centro, junto ao Parque das Fontes. Foi inaugurada em 12 de maio de 2023. Segundo a prefeitura, tem cerca de 11 metros de altura e 20,7 metros de largura, com jatos de água e iluminação.

A réplica da Fontana di Trevi, no Centro de Serra Negra, iluminada à noite. Foto: Rosanetur / Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (recortada)

A atração é pública e homenageia a imigração italiana: as primeiras famílias vindas da Itália chegaram a Serra Negra em 1880, para trabalhar nas lavouras de café. A água serve só para contemplação. Em outro ponto do estado, os imigrantes holandeses fundaram Holambra, a cidade das flores.

As moedas jogadas na Trevi de Serra Negra vão para o Fundo Social de Solidariedade do município.

As fontes públicas e os parques

Segundo a lista da prefeitura, Serra Negra tem nove fontes públicas de água mineral. Cinco ficam em três parques. As outras são São Jorge, Albino Brunhara, Norma Testa Filippi e Sant’Anna do Sonho Verde. O apelido de Cidade da Saúde, segundo a história oficial, veio do presidente Washington Luís.

O Parque Fonte Santo Agostinho, no Centro, reúne as fontes Santo Agostinho e Santa Luzia, com bosque nativo, lago com peixes, coreto e playground. O Parque das Fontes, também no Centro, abriga as fontes São Carlos e dos Italianos, com vegetação nativa, concha acústica, trilha e mirante.

A Fonte Nossa Senhora de Lourdes fica no Parque Represa Dr. Jovino Silveira, com lago e trilha à beira d’água. A primeira fonte da cidade, a Santo Antônio, está em propriedade privada, sem acesso público. No interior paulista, outra água também virou atração: a nascente de Brotas onde a areia canta.

Matriz, Ronald Golias e o Circuito das Malhas

A Matriz de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Lourenço Franco de Oliveira, foi obra de 1903 a 1916, segundo a paróquia. Na Praça Prefeito João Zelante, em frente à prefeitura, uma estátua de bronze mostra Ronald Golias sentado num banco. Na Rua Sete de Setembro, um sobrado neoclássico de 1893 exibe a fachada tombada pelo Condephaat, órgão estadual de patrimônio.

Estátua de Ronald Golias sentado num banco, em praça de Serra Negra. Foto: Shaitan / Wikimedia Commons, CC0.

Serra Negra tem título de estância desde 1938, dado por decreto estadual.

A cidade é conhecida pelas malhas de tricô e pelas lojas de couro, e a Rua Coronel Pedro Penteado concentra lojas de roupa, calçado e artesanato.

Cachoeira do Barrocão, a queda com piscina natural

Fora do Centro, a Cachoeira do Barrocão fica em área rural e tem uma piscina natural ao pé da queda, com trechos rasos e mais fundos. O último trecho até a água é feito a pé, por uma trilha curta, de menos de 1 quilômetro, com escadas e corrimão, segundo guias de turismo da região.

Tudo o que foi citado é real e visitável: os mirantes, a Trevi, os parques, as praças, a fachada do sobrado e a cachoeira, no Centro, nas partes altas e na zona rural de Serra Negra.

Qual destas paradas de Serra Negra você conheceria primeiro?

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