Colada à capital paulista, Embu das Artes tem nome de cidade de artista, e faz jus a ele. Todo fim de semana, as ruas de pedra do centro histórico viram uma grande feira de arte e artesanato, que acontece desde 1969 e recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. Em volta dela há ateliês, lojas de móveis rústicos e uma igreja jesuíta erguida por volta de 1700.
A cidade nasceu de um aldeamento indígena dos jesuítas e, a partir dos anos 1960, virou refúgio de artistas. Hoje é um passeio de bate-volta para quem quer garimpar peças de decoração, comer bem e conhecer um dos conjuntos coloniais mais antigos do estado, e ainda tem um parque de abelhas para as crianças.
A Feira de Artes de Embu das Artes, desde 1969
O principal programa de Embu das Artes é a Feira de Artes, que ocupa as ruas do centro histórico aos sábados, domingos e feriados. Centenas de expositores vendem artesanato, pinturas, esculturas, peças em madeira e cerâmica, objetos de decoração e antiguidades, e o movimento é maior aos domingos e feriados.

Entre as barracas há doces caseiros, flores ornamentais, bares e restaurantes, e a praça de alimentação reúne de comida mineira a pratos alemães e japoneses. A feira existe desde 1969, quando o lugar já tinha virado ponto de encontro de artistas, e é ela que explica o “das Artes” no nome da cidade. Até 2011, o município se chamava só Embu. Naquele ano, um plebiscito aprovou o novo nome, com cerca de dois terços dos votos, e uma lei estadual oficializou a mudança, que também ajudou a diferenciar a cidade da vizinha Embu-Guaçu.
A Feira de Artes de Embu das Artes acontece aos sábados, domingos e feriados desde 1969 e recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano.
A igreja jesuíta e o Museu de Arte Sacra
No centro histórico fica o conjunto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e da antiga residência dos jesuítas. A história começa no aldeamento indígena de M’Boy, que o padre Belchior de Pontes transferiu para o lugar atual por volta de 1690. A igreja começou a ser construída por volta de 1700, e o conjunto foi tombado pelo Iphan em 1938, um dos primeiros tombamentos do estado de São Paulo.

Hoje o conjunto abriga o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, com um acervo de obras feitas entre os séculos 17 e 20: altares de talha dourada e pintada, imagens de santos, móveis e peças de arte barroca. A simplicidade da fachada branca de janelas azuis contrasta com a riqueza dos altares lá dentro.

O museu abre de terça a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h, e fica no Largo dos Jesuítas, no centro histórico, perto das barracas da feira, o que facilita encaixar a visita no passeio.
Artesanato, móveis rústicos e ateliês em Embu das Artes
A fama de cidade das artes começou nos anos 1960, quando artistas como o poeta Solano Trindade, ligado à cultura afro-brasileira, e o artista Mestre Assis montaram ateliês em Embu. Hoje o Centro Cultural Mestre Assis tem salas de exposição e programação cultural gratuita.

Para comprar artesanato da região fora das barracas, a Casa do Artesão reúne milhares de peças de artesãos locais, de todos os preços. E quem procura móveis encontra no Polo Moveleiro muitas lojas de móveis rústicos e antiguidades, com opções para o quarto, a sala e o jardim. Mesmo sem comprar nada, as lojas valem a visita pela decoração.
Outro endereço que surpreende é o complexo dos Arautos do Evangelho, com cerca de 40 mil metros quadrados e uma igreja de arquitetura cheia de detalhes, que chama a atenção de quem passa pela cidade.
O Memorial Sakai guarda o acervo do artista japonês Tadakiyo Sakai, com peças de cerâmica, e o espaço inclui a Capela de Santa Cruz e o Cruzeiro da Paz, com um pátio que recebe eventos.

Cidade das Abelhas, para as crianças
Para quem vai com crianças, a Cidade das Abelhas é um parque temático numa área de preservação ambiental, todo dedicado a esses insetos. Tem uma abelha gigante mecatrônica, um labirinto, um túnel que mostra o corpo da abelha por dentro, a casa da abelha, um apiário de verdade, balanço e trilha com dinossauros. Na Casa do Mel, dá para comprar mel e outros produtos.

As atrações são pensadas para crianças de 3 a 10 anos, e o parque abre de terça a domingo, das 10h às 16h, com cobrança de ingresso. Outros passeios para o feriado estão no nosso guia do Dia das Crianças no interior de SP.
Na cidade há ainda o Parque do Lago Francisco Rizzo, com 217 mil metros quadrados de área verde, pista de caminhada e brinquedoteca, bom para um piquenique de graça.
Dicas para visitar Embu das Artes
Embu das Artes fica na região metropolitana, a sudoeste da capital, e o acesso mais comum é pela Rodovia Régis Bittencourt, a BR-116. Em dias de feira, o trânsito perto do centro aumenta no fim da manhã.
O melhor dia para ir é domingo, quando a feira está mais cheia e o museu também abre. Vá cedo para estacionar perto do centro histórico e use calçado confortável, porque as ruas do centro são de pedra. Se a ideia é comprar móveis, vale medir os espaços de casa antes e perguntar sobre entrega.
Quem gosta de cidades históricas perto da capital pode completar o roteiro com Santana de Parnaíba, que tem mais de 200 construções antigas tombadas no centro histórico.
Embu das Artes junta arte, história e passeio de família num só fim de semana, e dificilmente alguém volta de lá de mãos vazias.
O que você traria da feira de Embu das Artes para casa?




