Avaré tem represa de 449 km² com prainhas de areia, Cristo de 25 metros e santuário de vitrais

Margem de areia da represa em Avaré ao entardecer, com a água parada refletindo nuvens cor-de-rosa e a mata no horizonte
Fim de tarde às margens da represa, em Avaré. Foto: Picturesartbr / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (recortada)

Longe do mar, Avaré tem praia. A cidade do sudoeste paulista fica às margens da Represa de Jurumirim, um lago imenso formado pelo Rio Paranapanema, com faixas de areia, lanchas, jet skis e pores do sol que tingem a água de rosa.

Não à toa, Avaré é conhecida como a “Terra da Água, do Verde e do Sol”. A cerca de 263 quilômetros de São Paulo, a estância junta represa, um Cristo de 25 metros com vista para a cidade, um horto florestal com lago e um santuário com o interior todo pintado.

Represa de Jurumirim, a praia de Avaré

A Represa de Jurumirim nasceu com a construção de uma usina hidrelétrica no Rio Paranapanema, entre 1956 e 1962. A água cobriu cerca de 449 quilômetros quadrados em dez municípios, entre eles Avaré, Itaí, Piraju, Cerqueira César e Paranapanema, e formou um lago cheio de braços e enseadas. Avaré ficou com uma das margens mais procuradas, a poucos minutos do centro.

Homem saltando com prancha de wakeboard sobre a água da Represa de Jurumirim, em Avaré
Wakeboard na Represa de Jurumirim. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Ali há praias naturais de areia, áreas para pescar e espaço de sobra para esportes náuticos, como jet ski, motonáutica, windsurfe e wakeboard. Hotéis e casas de veraneio se espalham pela margem, e o camping municipal, um dos mais completos da região, tem praia, campos de futebol, parquinho e pesqueiro. Para passear de barco, há marinas e ancoradouros de hotéis na margem, como a Marina Tahiti, que também tem área de lazer à beira da água.

A Represa de Jurumirim, em Avaré, tem praias de areia, pesca e esportes náuticos a cerca de 263 km de São Paulo.

Um dos cartões-postais é a Ponte Carvalho Pinto, que cruza a represa na rodovia SP-255, entre Avaré e Itaí. A ponte é um bom ponto de referência para quem chega pela estrada e dá uma ideia do tamanho do lago.

Cristo e Praça da Paz

No alto da cidade, a Praça da Paz abriga uma escultura do Cristo com 25 metros de altura, de braços abertos sobre Avaré. É um dos lugares mais visitados pelos turistas, com vista de toda a região. À noite, a estátua fica iluminada e vira referência para quem chega à cidade, e o mirante é um bom lugar para ver as luzes de Avaré.

Estátua branca do Cristo de braços abertos vista de cima, com a cidade de Avaré e seus prédios ao fundo
O Cristo da Praça da Paz, com 25 metros. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Horto Florestal de Avaré

Para quem gosta de verde, o Horto Florestal ocupa cerca de 95 hectares de mata, com lago, viveiros de mudas, árvores raras e caminhos sombreados por figueiras enormes.

Caminho de terra à beira do lago sob galhos longos de uma figueira enorme no Horto Florestal
O lago do Horto Florestal. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

O parque tem centro de visitantes, banheiros e um lago artificial, e as trilhas somam alguns quilômetros no meio da floresta. Com sorte, dá para ver bichos pelo caminho. Reserve pelo menos duas horas para o passeio, que agrada famílias com crianças.

Santuário Nossa Senhora das Dores, onde Avaré nasceu

A história de Avaré começa numa capela. Em 15 de setembro de 1861, o major Vitoriano de Souza Rocha e Domiciano Santana fundaram o povoado em volta de uma pequena igreja, e foi no lugar onde a cidade surgiu que, mais tarde, se ergueu o santuário da padroeira.

O marco histórico da cidade é o Santuário Nossa Senhora das Dores, construído em 1945. O acervo guarda a imagem da padroeira. O interior surpreende: arcos góticos pintados em cores vivas, vitrais com imagens sacras e cenas bíblicas e os altares do Calvário e do Rosário.

Interior do Santuário Nossa Senhora das Dores, com arcos góticos pintados em cores vivas e vitral redondo no altar
O interior pintado do Santuário Nossa Senhora das Dores. Foto: Sergio Luiz Jorge / expressão studio, Banco de Imagens da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (recortada)

Centro, mercado e feiras

No centro, o Mercado Municipal, de 1908, preserva a arquitetura do começo do século 20 e é o lugar para provar quitutes e comprar produtos típicos. Perto dali, o Largo São João tem fonte luminosa e coreto e é um dos pontos de encontro da cidade.

A Feira do Artesanato reúne peças de patchwork, madeira e materiais reaproveitados feitas por artesãos da região. Ao longo do ano, Avaré também recebe festivais tradicionais. O Fampop é uma feira de música popular que revela e premia cantores, músicos e compositores, e a Feira das Nações reúne barracas com comidas típicas de vários países.

A cidade tem ainda um grande Parque de Exposições, com 430 mil metros quadrados, onde acontecem os maiores eventos da região e que abriga um dos maiores conjuntos de pistas para provas equestres do país. Para quem tem mais tempo, o Museu Histórico Anita Ferreira de Maria e o Parque Padre Tavares completam o roteiro pelo centro.

Dicas para visitar Avaré

Avaré fica a cerca de 263 quilômetros de São Paulo, pela Rodovia Castello Branco. Para aproveitar a represa, o verão é a época mais animada, mas os meses de dezembro a fevereiro também são os mais chuvosos. Para passear com tempo firme, prefira o outono e o começo da primavera.

Um roteiro de fim de semana funciona bem assim: no sábado, represa pela manhã, almoço à beira da água e fim de tarde na praia ou na marina. No domingo, Cristo e Praça da Paz logo cedo, Horto Florestal antes do calor, Santuário e Mercado Municipal no centro. Se for época de festival, encaixe uma noite de Fampop ou de Feira das Nações.

Leve roupa de banho, protetor solar e repelente e, se puder, reserve hospedagem à beira da represa, onde há hotéis e casas de aluguel com acesso à água. Quem vai pescar deve se informar sobre as regras e as épocas de pesca no rio. Dá para combinar a viagem com Botucatu, na mesma região da Cuesta, ou com outra cidade de represa do interior, Barra Bonita.

Praia de água doce, Cristo de braços abertos e um santuário colorido por dentro: Avaré prova que dá para ter sol e areia sem descer a serra.

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Juliana R.

Juliana R. é formada em Turismo e trabalhou por mais de 15 anos com consultoria de viagens, montando roteiros nacionais e internacionais. No Sal Viral, escreve sobre passeios, cidades históricas, cachoeiras, fazendas e trens do interior de São Paulo, com informações conferidas antes de cada publicação.